Tudo começou com uma viagem, no final de Agosto de 2018. Supostamente era apenas mais uma viagem de férias, mas os acontecimentos que se seguiram puseram em movimento um conjunto de forças e de energias, algo muito maior do que eu, que estava, na altura, muito além do que era tangível. Rapidamente percebi que aquela viagem era, acima de tudo, interior. Uma viagem de descoberta, por vezes de confrontos, outras vezes de encontros. E assim se iniciou um novo ciclo criativo. A ideia de gravar um disco para violino solo já várias vezes tinha surgido, mas o tempo nunca parecia o certo. Foi no violino que fiz grande parte da minha formação, e com o violino iniciei a minha carreira como músico, na altura em orquestra. A fortíssima tradição histórica e cultural do violino, imprimia um forte respeito e uma certa cautela a esta ideia. Mas as ideias amadurecem e ganham forma, e o tempo certo para as concretizar sempre chega. Numa residência artística realizada em Dezembro, as ideias foram ganhando forma, as composições foram surgindo. A experiência da viagem realizada e toda a sucessão de acontecimentos interiores despoletados, começaram a materializar-se numa série de composições profundamente ligadas a um estado solitário de introspecção, de consciencialização de processos mentais de transformação, de desconstrução e de reorganização do ser.

Samuel Martins Coelho - Violino / Voz

08 / 2020
30

ARIANNA CASELLAS

09 / 2020
01

FILIPE SAMBADO

09 / 2020
06

TIGER PICNIC

09 / 2020
07

FONTELLUM

09 / 2020
14

STEREOBOY

09 / 2020
15

DADA GARBECK

Música

O Fontelo foi cenário para quatro noites de concertos que partilhamos pós-facto. Um programa de música ao vivo desenhado para diferentes espaços da Mata.